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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Cristãos estão sendo ridicularizados e coagidos após a legalização do casamento gay, diz jornal



A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país foi um duro golpe nas igrejas evangélicas, que embora não sejam obrigadas a celebrar tais uniões, agora são confrontadas e ridicularizadas pela opinião pública.
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No domingo 28 de junho, dois dias após a decisão da Suprema Corte, muitas igrejas pelo país realizaram seus cultos em tom de lamento. O jornal The New York Times publicou uma matéria sobre a igreja Wheaton Bible, usando-a como ilustração.
“Eu vim com uma grande sensação de lamento, por causa do que aconteceu na sexta-feira”, disse o pastor Lon Allison, professor da igreja, aos fiéis antes de ler um comunicado oficial sobre o assunto: “Não podemos aceitar ou aderir a qualquer redefinição legal, política ou cultural do casamento bíblico, nem vamos realizar ou endossar cerimônias de casamento entre pessoas de mesmo sexo”.
De acordo com o jornalista Michael Paulson, “a mudança dramática da opinião pública, e agora das leis do país, deixou os protestantes evangélicos, que representam cerca de um quarto da população dos EUA, em uma posição desconfortável”, obrigando as igrejas a adaptar seu discurso que antes era de rejeição total, a uma postura mais receptiva às pessoas homossexuais, embora ainda reprovando a prática.
Paulson diz que os evangélicos estão “fora de sintonia com a sociedade em geral”, o que leva os fiéis e pastores a serem “ridicularizados como preconceituosos e odiosos”.
“Muitos estão se sentindo coagidos enquanto tentam viver de acordo com sua compreensão dos ensinamentos bíblicos, e temem que uma mudança no cenário jurídico quanto aos direitos dos homossexuais leve inevitavelmente à restrição da liberdade religiosa”, acrescentou o jornalista.
Esse cenário sociocultural tem levado cada vez mais cristãos que se declaram homossexuais a optar por frequentar igrejas evangélicas, o que tem causado críticas por parte dos fiéis heterossexuais que tem amigos ou parentes gays, por causa da postura adotada pela igreja.

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